CLAMOR

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CLAMOR


Se houvesse alguém a me esperar,

A faca em teu crânio tremeria,

Mas em casa as coisas fedem

Como esta alma que te mede e chia.

Se houvesse alguém a me esperar,

Não te traria o medo de morrer.

O medo que eu perdi na cela

Onde aprendi a desamanhecer.

Se houvesse alguém a me esperar,

Talvez até você com um poema

Mudasse e a gente....quem sabe?

Mas não posso, a faca é o sema.

O movimento já se fez no espaço

E já é hora de quebrar o esquema

Que te faz vivo à frente dos meus passos,

Violentando a minha inexistência.

Talvez você me salve e no imundo

Jornal com teu olhar ausente

Mais do que agora faz comova as gentes.


NATAN DE ALENCAR

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